

Com Loco Abreu no papel do Rei Leonides, o Botafogo realizou uma façanha heróica
O jogo do Botafogo contra o Atlético Mineiro me lembrou muito o filme 300, onde três centenas de guerreiros espartanos resistiram heroicamente ao cerco de centenas de milhares de persas, comandados pelo Rei Xerxes.
Na história real (e na película) os bravos soldados gregos acabam batidos e exterminados, após infligir pesadíssmas baixas ao inimigo. Na partida disputada na Arena do Jacaré, o final foi diferente. Com direito a Happy End para os botafoguenses.
Tal como na famosa Batalha das Terrmópilas (que inspirou, originalmente, a história em quadrinhos de Frank Miller e o filme, derivado dela), a superioridade de um dos lados (no caso, do Galo Mineiro) foi avassaladora.
Ataques e mais ataques se sucediam, principalmente através de Obina (o Xerxes do pedaço!), mas a cidadela de Jeferson seguia incólume. E quando o 0 a 0 já parecia um ótimo negócio para os cariocas, eis que luziu a estrela do Rei Leonides de General Severiano. Ele mesmo, o carismático (e ótimo jogador) Loco Abreu.
Primeiro, ele recebeu um passe precioso de Edno (seu lugar tenente na guerra travada na Arena do Jacaré), penetrou livre na área adversária e, quando qualquer outro jogador medíocre arriscaria um chute a gol, tocou, com imensa categoria para o parceiro empurrar para as redes. Botafogo 1 a 0 – resultado altamente imprevisível, diante do que se vira em campo, até então.
Ao gol alvinegro, sobreveio uma onda de ataques ainda mais furiosa dos mineiros. Mas aí foi a vez do goleiro Jeferson aparecer (com talento e sorte), impedindo o empate.
Para finalizar, o golpe fatal – e de mestre. Novo lance preciso de Edno, Loco Abreu, uma vez mais, diante da baliza inimiga e, quando o arqueiro rival esperava a bomba, veio o toque sutil, por cobertura – autêntica cavadinha em movimento. Pura obra de arte. Botafogo 2 a 0, fatura liquidada e sonhos mantidos – não somente na Libertadores mas até no próprio título brasileiro de 2010.
Este último é muito difícil, quase impossível? De fato. Mas a vitória, em Minas, também parecia assim.
Os 300 de General Severiano seguem vivos! E merecem muito respeito.

























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