31/03/2011 08h40 – Atualizado em 31/03/2011 08h40
Gerente de futebol do Botafogo, entretanto, diz que, apesar da manifestação, clube não pretende contar com o atacante
simples (Foto: Bruno Cantini/ Site Oficial )
31/03/2011 08h40 – Atualizado em 31/03/2011 08h40
Claudio Portella
Publicada em 31/03/2011 às 10:36
Rio de Janeiro (RJ)
Nos próximos dias 30 e 31 de março, Assumpção e Carlos Alberto Torres participarão do European Forum da Soccerex, a maior feira sobre futebol do mundo, também na cidade de Manchester. No roteiro da viagem pela Europa, está prevista na sequência a ida à Alemanha, onde encontrarão personalidades do mundo esportivo com o objetivo de firmar parcerias e convênios para os ativos do clube.
Luiz Carlos Saroli troca o Qatar pelo Brasil com um desafio significativo. Caio Jr. assume o comando do time do Botafogo de Futebol e Regatas no lugar de Joel Santana com a missão de levar o Glorioso à conquista da Taça Rio, que garante vaga na finalíssima do Campeonato Carioca contra o Flamengo, vencedor da Taça Guanabara. Cheio de otimismo, o treinador encara a missão com muita confiança.
“Quero dizer aos torcedores que sinto um orgulho muito grande em poder trabalhar em um clube com a história do Botafogo”. Foram essas as primeiras palavras de Caio Jr. Após dois anos treinando o Al-Gharafa, do Qatar, ele retorna ao Brasil no próximo sábado e seguirá diretamente para Macaé, onde assistirá das cabines ao jogo contra o Boavista,. O comando da equipe nesse seu primeiro contato com o time ficará por conta dos auxiliares Almir Domingues e Cassius Hartman.
Mostrando muita alegria em retornar ao Brasil, Caio Jr. falou da expectativa em comandar a equipe do Botafogo.
“Conheço bem o Botafogo, já trabalhei com Everton, Maicosuel e Jefferson. O time fez uma bela campanha no último Brasileiro. Estou muito feliz em voltar. A torcida pode ter certeza de que vou me doar ao máximo para conseguir escrever meu nome na história vitoriosa do clube”, declarou o treinador, que fará sua segunda passagem pelo futebol carioca.
Consciente de que uma de suas tarefas será tornar o time mais agressivo, ele ainda não definiu qual esquema tático adotará no Botafogo. Para ele, somente após contato com o grupo poderá analisar a formação ideal.
“Na minha opinião, o melhor esquema tático é aquele que ajuda o jogador a render mais. Ainda preciso analisar os atletas, saber as condições físicas que eles apresentam e, aí sim, começar a montar o melhor esquema para levar o time às vitórias”, disse o treinador, que ainda falou sobre a chance de poder trabalhar com o atacante Loco Abreu.
“O Loco Abreu é um líder, um jogador com uma excelente força física. Gosto muito de trabalhar com jogadores com esse perfil”.
A estreia do novo técnico do Botafogo está marcada para o dia 30 de março, contra o Paraná, pela Copa do Brasil. Coincidentemente foi comandando o adversário que Caio Jr. se destacou no cenário nacional, quando levou o Paraná à Copa Libertadores da América. Na época, o ídolo Maicosuel também fazia parte daquele time e foi um dos destaques da campanha.
Natural de Cascavel, no Paraná, Caio Jr. tem 46 anos e já dirigiu times como Cianorte, Londrina, Juventude, Gama, Paraná, Palmeiras, Goiás, Flamengo, Vissel Kobe (Japão) e Al- Gharafa – (Qatar) .
Luana Motta
Saiba como conhecer os bastidores do estádio nos jogos do Fogão!
Roteiro da visitação
1. Campo – O grupo de torcedores inicia o tour sentindo uma das grandes emoções do jogador: a entrada em campo. Em seguida, ficam à vontade para conhecer o banco de reservas climatizado, a área técnica, pista de atletismo.
2. Recepção dos jogadores – Após deixar a concentração no CT João Saldanha, o ônibus da delegação alvinegra estaciona próximo ao hall dos elevadores. Um a um, a caminho do vestiário, os jogadores passam em frente ao grupo.
3. Sala de Imprensa – Chegou a hora de conhecer o local onde são realizadas as entrevistas. Os torcedores podem tirar fotos no backdrop (painel com os logotipos dos patrocinadores) e conhecer a estrututura de uma coletiva de imprensa.
4. Camarotes – A próxima etapa é a visita aos camarotes do estádio, com vista exclusiva dos setores, campo e torcida.
5. Tribuna de Honra – É o local onde os convidados especiais assistem os jogos. Localizado no coração da Oeste Superior, a Tribuna de Honra tem uma visão panorâmica do estádio.
6. Oeste Inferior – Após completarem o circuito, os torcedores são escoltados até este setor, conhecido por ser o mais nobre do estádio. Está situado próximo ao túnel por onde circulam os jogadores e ao banco de reservas.
O agendamento da visitação deverá ser realizado através do e-mail marketing@botafogo.com.br. Sócios-torcedores e proprietários têm prioridade. Inscreva-se!
“Os torcedores ficam muito encantados ao conhecer os bastidores e as instalações de uns dos estádios mais modernos do mundo. Estamos sempre à disposição para mostrar a todos a nossa casa”, explicou o coordenador da visitação Marcio Lacerda.
Assessoria de Imprensa
Logo no início, ficou nítida a superioridade do Botafogo. Jogando no campo de ataque, com a posse de bola, o time criou chances até abrir o placar. Na melhor, Everton deu belo passe para Somália, livre, bater para grande defesa do goleiro. No rebote, aos 7, Loco Abreu cortou o marcador, mas foi travado na hora do chute.
Pouco depois, Loco Abreu recebeu na área, limpou o zagueiro e recebeu uma trombada, pedindo pênalti. Este não foi assinalado, mas, aos 13, o uruguaio foi empurrado quando se preparava para cabecear. Herrera cobrou com firmeza e abriu o placar.
Mesmo com o gol, o Botafogo seguiu melhor e tinha o controle do jogo. O Americano só ameaçou com Gustavinho, mas um contra-ataque serviu para ampliar o placar. Aos 27, Somália fez um belo lançamento para Loco Abreu invadir a área e finalizar sem chances para o goleiro.
O Americano chegou a assustar com uma cabeçada de Índio rente à trave, porém o jogo era do Botafogo. Por pouco, Everton e Loco Abreu não ficaram em condições de fazer o terceiro ainda na etapa inicial.
Os outros gols ficaram para o segundo tempo. Logo com 5 minutos, Everton cruzou da esquerda e o zagueiro João Filipe concluiu com categoria. Estava fácil. Pouco depois, Lucas fez bom lançamento e Loco Abreu quase marcou um golaço, tentando encobrir o goleiro.
O Botafogo até teve um momento de relaxamento na partida, normal, porém manteve a situação sob controle, sem levar grandes sustos. Para completar, ainda chegou ao quarto gol, com Herrera após passe de Lucas, aos 24. O último gol de uma bela vitória, para conquistar de vez a torcida.
BOTAFOGO: Jefferson, Lucas (Alessandro), João Filipe, Márcio Rosário e Marcio Azevedo (Guilherme); Rodrigo Mancha, Arévalo, Somália e Everton; Herrera e Loco Abreu. Técnico: Joel Santana.
Danilo Santos
O árbitro Pathrice Maia apitará com imparcilalidade e isenção o FLA-FLU de amanhã?
Quando haverá um penalte CONTRA O FLA?
O R10 poderá ser expulso a continuar acom suas botinadas nos adversários?
Afinal alguém pode responder a essa pergunta: Quantos cartões amarelos tem R10?
E o volante Wiliam quando vai ser expulso por suas botinadas? tá batendo mais que o ex volante do Palmeira MARCINHO GUERREIRO
ESTE CARIOCA JÁ ESTÁ PREPARADO PARA O RONALDINHO GAÚCHO? SE CUIDEM BOTAFOGO, FLUMINENSE E VASCO!!!

これらは、ブラジル人たちのすべての願いです!強制的に、日本。
Bangu 1 X 2 Flamengo. 10 de março de 2011. O recorte acima foi publicado no Globo. O jogo estava 1 a 1 e o juiz, Djalma Beltrami (aquele que inventou um impedimento do Dodô e deu um título ao Flamengo) deu mais de 5 minutos de prorrogação possibilitando o gol da vitória do Flamengo. E ainda marcou um “pênalti” duvidoso pro Mengo. Mas na dúvida, sabemos bem quem se beneficia.
Lastimável!
Por que não dão logo o título pro Ronaldinho Gaúcho e fazem um novo campeonato sem a presença do Framengo? Não pegaria tão mal.
Departamento de Marketing
09/03/2011 17h59 – Atualizado em 09/03/2011 19h06
Do G1, no Rio e em São Paulo
O rei da música romântica e da Jovem Guarda garantiu aos sambistas da Beija-Flor o título de campeões do carnaval carioca em 2011 pela 12ª vez. Com um desfile que contou a trajetória do cantor Roberto Carlos, a escola de samba de Nilópolis, na Baixada Fluminense, foi líder isolada na apuração realizada na tarde desta quarta-feira (9) no Sambódromo do Rio e ficou apenas dois décimos abaixo da nota máxima.
Quase um ponto e meio atrás da atual dodecacampeã, a primeira colocada do ano passado, Unidos de Tijuca, ficou com o segundo lugar, seguida pela Mangueira.
Última a se apresentar na segunda noite do carnaval carioca, a Beija-Flor de Nilópolis entrou na avenida com uma plateia de fãs do cantor já empolgados, com bandeirinhas e as rosas que Roberto sempre distribui durante os shows. O desfile, de uma hora e 17 minutos de duração, começou às 5h16 e encerrou às 6h32 de terça-feira .
O enredo “Roberto Carlos: A simplicidade de um rei” levou calhambeques, lambretas e imagens religiosas para a passarela do samba, num total de oito carros alegóricos e 4 mil componentes, divididos em 47 alas. O samba-enredo foi interpretado por Neguinho da Beija-Flor.
A infância do Rei, vivida no município de Cachoeiro de Itapemirim (ES), era tema da comissão de frente, representada por um Roberto menino que perseguia componentes que simbolizavam notas musicais. Eles entravam na escultura de um imenso rádio antigo, onde sumiam e reapareciam com a atriz Claudia Raia, que representava todas as musas inspiradoras do Rei.
O carro da Jovem Guarda trouxe como destaque os companheiros de Roberto no movimento musical, como o parceiro Erasmos Carlos e Wanderléa.
“Já vivi mil emoções com Roberto, mas essa foi a mais incrível”, contou Wanderléa em entrevista ao G1 por telefone logo após a vitória. “Foi lindo ver a emoção dele recebendo aquela homenagem, aquele povo todo cantando o samba em coro”, lembrou.
Ídolo dos caminhoneiros e taxistas, estes personagens também não poderiam ficar de fora da homenagem da Beija-Flor.

Os ritmistas comandados pelos mestres Plínio e Rodney vieram vestidos como comandantes do cruzeiro “Emoções em Alto-Mar”, onde o Rei se apresenta há sete anos. Já a ala das baianas representou o amor das músicas de Roberto Carlos, vestidas com rosas vermelhas.
O romantismo esteve presente em quase todo o desfile. Cantoras que participaram do projeto “Elas cantam Roberto”, como Hebe Camargo, Alcione, Fafá de Belém, Rosemary e Fernanda Abreu, desfilaram no quarto carro da Beija-Flor. “Desfilar em homenagem ao Roberto foi mais do que um prazer, foi uma grande honra”, disse Hebe após a apresentação.

Para fechar o desfile, a Beija-Flor exaltou a religiosidade do cantor, com imagens sacras e mensagens de fé e paz.
Fundada em 1948, a escola representada pelas cores azul e branca foi campeã do carnaval carioca nos anos de 1976, 1977, 1978, 1980, 1983, 1998, 2003, 2004, 2005,2007, 2008 e 2011. No ano passado, a Beija-Flor ficou em terceiro lugar, atrás de Acadêmicos de Grande Rio e da campeã Unidos da Tijuca.
09/03/2011 18h58 – Atualizado em 09/03/2011 19h24
Alvinegro é dominado no segundo tempo e, a muito custo, conquista mais três pontos fazendo 1 a 0 em Volta Redonda Por GLOBOESPORTE.COM Volta Redonda, RJ Três pontos para serem comemorados.
Não por causa de uma boa atuação, mas pelo sufoco sofrido, principalmente no segundo tempo. A muito custo, o Botafogo venceu por 1 a 0 o Nova Iguaçu, nesta quarta-feira, pela segunda rodada da Taça Rio, em mais um desempenho longe de ter agradado aos quase três mil espectadores que foram ao Estádio Raulino de Oliveira, na cidade de Volta Redonda. Everton marcou o gol que garantiu o triunfo alvinegro.
O Alvinegro, que chegou a seis pontos no Grupo B e está com 100% de aproveitamento, volta a campo neste sábado para enfrentar o Americano, às 18h30m, no Engenhão. Já o Nova Iguaçu viaja até Macaé para duelar com o time da casa, no domingo. Sem Renato Cajá, negociado com um clube da China, Joel Santana optou por adiantar Bruno no meio-campo e escalar Arévalo para a tarefa de marcar, ao lado de Rodrigo Mancha. O que se viu foi um time ainda amarrado e carecendo de opções na transição da defesa para o ataque, mas conseguindo se aproveitar de erros individuais do Nova Iguaçu. E foi assim que o Botafogo abriu o placar, logo depois de Herrera perder um gol incrível. Lucas avançou pelo lado esquerdo e cruzou rasteiro. O zagueiro Leonardo Luiz tentou afastar, mas jogou a bola para o meio. Everton chegou em velocidade e bateu de primeira, fazendo 1 a 0 aos dez minutos de partida. Com a vantagem logo no início, parecia que o Botafogo finalmente conseguiria controlar a posse de bola e, assim, dominar o adversário. Mas o Nova Iguaçu equilibrava fazendo uso de seus laterais, que se aproveitavam das falhas de marcação de Lucas e Márcio Azevedo. No entanto, a equipe da Baixada Fluminense não mostrava força suficiente para criar chances claras de gol. Comemoração Everton do Botafogo (Foto: Agência Estado)Everton (centro), comemora seu gol com Bruno e Márcio Azevedo (Foto: Agência Estado) Enquanto isso, o Botafogo tentava se movimentar para chegar ao ataque, mas não tinha a organização necessária para assustar. Apesar da tranquilidade defensiva, a equipe de Joel Santana errava muitos passes na frente, não conseguindo municiar seus atacantes. O lance inusitado da primeira etapa foi a trombada de Herrera no bandeira Flávio Manoel da Silva, que caiu no chão e por pouco não foi pisoteado pelo lateral Cortês, do Nova Iguaçu. Se na primeira etapa mostrou instabilidade, o Botafogo voltou ainda em pior forma para o segundo tempo. Completamente dominada pelo Nova Iguaçu, a equipe começou a etapa passando sufoco, vendo, de cara, o adversário perder um gol incrível, com Maycon. O perigo era principalmente pelo lado direito, onde o lateral Lucas não conseguia frear o ímpeto de Cortês. Para tentar empurrar o adversário em seu campo defensivo e ganhar força nos contra-ataques, Joel Santana lançou Caio no lugar de João Filipe. No entanto, compensou substiuindo Lucas por Alessandro, com o objetivo de reforçar a marcação em seu lado mais vulnerável. E o sofrimento alvinegro piorou depois que Bruno precisou deixar o campo por causa de dores na coxa esquerda. O fato aconteceu poucos minutos depois de o técnico Joel Santana ter feito a terceira substituição, o que deixou a equipe com um jogador a menos nos últimos minutos da partida. Assim, restou ao Alvinegro se fechar e torcer pelo apito final, mais uma vez se fazendo valer das defesas do goleiro Jefferson. NOVA IGUAÇU 0 X 1 BOTAFOGO Diogo, Paulo Henrique (Mossoró), Leonardo Luiz, Alex e Cortês; Amaral (Lukian), Luan, Marquinhos (Wallace) e Dieguinho; Maycon e William. Jefferson, Lucas (Alessandro), João Filipe (Caio), Márcio Rosário e Márcio Azevedo; Rodrigo Mancha, Arévalo, Bruno e Everton (Guilherme); Herrera e Loco Abreu. Técnico: Josué Teixeira. Técnico: Joel Santana. Gol: Everton, aos 10 minutos do primeiro tempo. Cartões amarelos: Alex, Amaral (Nova Iguaçu); Everton, Márcio Azevedo, Alessandro, Jefferson, Herrera, Márcio Rosário (Botafogo). Cartão vermelho: Alex (Nova Iguaçu). Estádio: Raulino de Oliveira, em Volta Redonda (RJ). Data: 09/03/2011. Árbitro: Carlos Eduardo Nunes Braga. Auxiliares: Leonan Cardoso Berute e Flávio Manoel da Silva. Público: 1.877 pagantes (2.984 presentes). Renda: R$ 34.930,00.
Loco por Futebol
Jornal ‘O Goool!’, informe oficial do Sindicato dos Atletas de Futebol do Rio de Janeiro. Acessível em http://www.saferj.com.br/
O que vem a sua mente quando você pensa em Sebastián Abreu? O que vem a sua mente quando você vê “Loco” Abreu em campo? As palavras “louco”, “maluco”, “doido” e “cavadinha” devem estar entre as primeiras que você pensa. Esse bate-papo ajuda você a conhecer um pouco mais sobre essa pessoa de personalidade forte e o jogador corajoso que carrega uma legião de fãs por onde passa.
O jornalista “Loco” Abreu adora assistir futebol, sonha em disputar a Copa de 2014 no Maracanã e quer ser técnico quando encerrar a carreira.
Como começou a carreira de atleta de futebol?
Comecei jogando na rua apenas pelo prazer de jogar bola. Como eu morava numa comunidade muito humilde jogava com uma bola de pano e os pinos eram usados para demarcar a posição das balizas. Eu e mais uns sete ou oito amigos nos reuníamos e passávamos o tempo quase todo atrás da bola.
Como foi a sua trajetória no futebol? Como foi até chegar ao Nacional do Uruguai, time do seu coração?
Iniciei a carreira no Defensor Sporting, também do Uruguai, depois passei pelo Deportivo La Coruña, da Espanha, joguei no México, na Argentina e só depois disso tudo que cheguei ao Nacional, em 2001. Se você não é da capital, se nasceu e cresceu no interior é muito complicado ganhar uma chance entre os profissionais de um time de Montevidéu. Foram poucos jogadores que conseguiram sair do interior e ir direto para um grande time da capital.
A superstição do número 13 veio com você desde o início da carreira? Sempre jogou com o seu número da sorte?
Sim, sempre gostei da camisa 13, mas não pude jogar sempre com ela. Na Argentina tinha uma regra que só permitia o uso da numeração tradicional de 1 a 11 e na Espanha a número 13 era usada apenas pelos goleiros da equipe.
Existe muita diferença no tipo de futebol jogado nos países que você atuou profissionalmente?
O estilo muda e muda muito. Acho que cada país tem a sua própria característica e a sua cultura. Por exemplo, no Uruguai é um futebol muito pegado, com muita raça e muita pancada. Na Europa é um jogo mais tático, você, às vezes, tem que deixar sua capacidade técnica um pouco de lado pensando na tática do time. Aqui no Brasil é totalmente diferente. É um futebol mais alegre, todo mundo feliz, sempre visando o gol do adversário e jogando pra frente. A maior diferença pra mim foi na Grécia. A cultura do futebol grego é de que cada bola dividida é uma guerra e que cada partida é um combate de vida ou morte. Não gosto de pensar no futebol como uma batalha, mas sim como algo alegre.
Foi difícil aliar os estudos à carreira profissional?
Um pouco. Quando fui negociado para o San Lorenzo, da Argentina, tive que dar um tempo nos estudos para poder me dedicar ao meu sonho que era ser jogador profissional. No Uruguai é mais simples se formar mesmo jogando futebol. É possível escolher que tipo de jornalismo você quer cursar; o político, o cultural e o esportivo e fazer apenas o curso que você decidir. Alguns professores abriam mão da minha presença em algumas aulas até porque sabiam que eu tinha as viagens, as concentrações e era complicado estar sempre presente.
Já pensou em exercer esse lado jornalista que você tem?
Sim, já pensei. Mas não quero ser o tipo do jornalista que fica falando que o jogador está mal porque saiu na noite ou brigou com o treinador. Gosto de falar de futebol, da tática, da qualidade do esporte e das situações de jogo. Ser comentarista esportivo é uma das opções que eu tenho para as atividades depois de me aposentar.
Gosta de assistir aos programas esportivos nos dias de folga? Procura assistir jogos para estudar os adversários?
Gosto muito, eu assisto à quase todos os programas. A minha profissão está relacionada com o futebol, então quanto mais conhecimentos de futebol eu tiver, melhor. Analiso os times, os goleiros adversários, a linha defensiva, ou seja, tudo que puder ajudar. Neste ano o Botafogo vai disputar a Copa Sul-Americana é preciso assistir a forma que times argentinos, uruguaios jogam para não sermos surpreendidos na hora.
Falando do Botafogo, a sua chegada ao Rio de Janeiro foi cercada de muita expectativa e muita festa, você esperava tudo aquilo? Foi a recepção mais calorosa que você já recebeu?
Fiquei surpreso com a forma que fui recebido. Cheguei ao Brasil, um país de muitos craques e num clube que tem vários grandes jogadores na sua história, e eu achei que fosse ser normal, mas não foi. Apesar disso, não foi a recepção mais calorosa que recebi. As duas mais incríveis foram em Israel e na Grécia. Nas duas ocasiões parecia que estava sendo jogado um clássico nos aeroportos locais, mais de três mil pessoas estavam lá pra me receber. Muito bacana.
Você sabe dizer o porquê de tanta sintonia entre você e a torcida do Botafogo?
Pra mim, tudo começou quando recebi a camisa do Zagallo, foi uma honra. Comecei com uma grande confiança. Esse foi o primeiro passo para essa identificação. Depois disso, foi a conquista do Carioca direto depois de três anos perdendo para o Flamengo. Fazer o gol do título contra o grande rival e, ainda por cima, de uma forma especial com a cavadinha. A partir daí fechou-se uma grande união: a torcida, o clube e eu.
Quero saber sobre a importância de ter marcado esse gol do título no Maracanã, um estádio que o seu país está completamente inserido na história graças, principalmente, ao Gigghia?
Pra mim foi um prazer. Em toda a minha carreira nunca tinha tido a oportunidade de jogar no Maracanã, nem pela Seleção. Ter a oportunidade de conquistar dois títulos jogando nesse estádio, um contra o Vasco e o outro contra o Flamengo, pra mim foi algo inesquecível. Sei da história da Copa de 50, vi os vídeos e tenho uma grande amizade com o Gigghia que colocou o Uruguai na história. Fico arrepiado de poder entrar no Maracanã e ficar na memória também.
Depois dessa derrota de 1950, Uruguai e Brasil ficaram ainda mais rivais, e você conseguiu fazer que torcedores do Botafogo torcessem pra Celeste como se fosse pelo time do coração. Como você recebeu essa notícia?
Depois que eu fiz o gol de pênalti contra o Flamengo e vi uma enorme bandeira do Uruguai na torcida do Botafogo fiquei muito emocionado, muito mesmo. Quando eu soube que os botafoguenses estavam torcendo por mim e pelo Uruguai fiquei muito feliz. É uma rivalidade muito grande e só tenho a agradecer a todos por isso.
Hector Scarone tem um gol a mais que você com a camisa do Uruguai, você ainda tem o objetivo de ultrapassá-lo e se tornar o maior artilheiro da história do futebol uruguaio?
Só falta um gol, né? Tá pertinho, mas ta demorando muito. O meu principal objetivo é ser o primeiro a passar o Scarone, que é o maior artilheiro uruguaio faz 70 anos. Eu quero ultrapassá-lo e ficar um pouquinho na ponta, mas eu sei que depois o Diego Forlan e o Luis Suarez vão passar o Scarone e me passar também, até porque são mais jovens que eu.
Dos seus 30 gols com a camisa do Uruguai, tem algum especial?
Sim, dois. O primeiro foi o gol da classificação pra Copa do Mundo contra a Costa Rica, no Estádio Centenário. O outro foi na própria Copa, nas quartas de final contra Gana, de cavadinha.
Falando em cavadinha, recentemente, no jogo entre Botafogo e Fluminense, você perdeu um pênalti usando esse recurso e na mesma partida teve a coragem de cobrar no mesmo estilo e fez. Não ficou preocupado com um possível novo insucesso?
Você quando vai para rua vai temendo que te aconteça algo ruim? Não, né? E eu sou a mesma coisa. Se eu tivesse medo, nem deveria me apresentar pra cobrar. Você tem que ser responsável pelos seus atos. Eu achava que a cavadinha era a melhor opção na primeira cobrança e a fiz. Pensava que era uma ótima escolha para o segundo pênalti devido o que ocorreu anteriormente fui lá fiz de novo. Entrei na história sendo o primeiro jogador a bater dois pênaltis com cavadinha, perdi um e fiz o outro.
Gostaria agora que você falasse sobre a importância do Sindicato dos Atletas na vida de um jogador de futebol profissional. E também quais são as principais diferenças do trabalho que é feito aqui no Brasil em relação aos outros países nesse sentido de amparo ao atleta?
Eu gosto muito de experimentar os sindicatos. No Uruguai e na Argentina se faz um trabalho muito interessante, mas gostei muito do que vi aqui no Rio em relação a isso. Aqui eu percebo que o jogador está muito bem respaldado. Em outros lugares do mundo o jogador quando machuca fica isolado, ninguém se preocupa com o período de recuperação dele. Os jogadores aqui têm a quem recorrer se houver qualquer tipo de problema envolvendo o atleta e o clube. Falta de pagamento, rescisão de contrato e tudo mais. O trabalho do Sindicato é bom, principalmente, para os atletas que não chegaram ao sucesso que estão lutando no dia-a-dia para ter uma carreira de sucesso. Nem todo jogador é Loco Abreu e recebe um bom salário. De 1000 jogadores, 100 ganham bem e os outros? Eles seguem a
luta para se tornar um grande profissional. O que eu puder fazer para ajudar o Sindicato eu irei fazer.
Já percebeu que o fim da carreira está se aproximando?
Já, já. Mas ainda acho que tenho condições de jogar mais um tempo. O corpo é que avisa quando está na hora de parar, e o meu corpo ainda está capaz de fazer o que é preciso para jogar em um bom nível. Eu ainda quero disputar a próxima Copa do Mundo, aqui no Brasil, jogar no Maracanã de novo. É um sonho que eu ainda tenho. Enquanto eu estiver em condições, vou correr atrás dele.
E o que você pretende fazer depois da aposentadoria? Já pensou nisso?
Eu pretendo ser técnico. Vou fazer os cursos para ser treinador de futebol. Não quero ficar afastado dos campos, quero aproveitar a minha experiência profissional e vou juntar todos os ensinamentos que tive com os principais treinadores da minha carreira para construir um estilo vencedor.
Publicada por Rui Moura em 08:39 0 comentários
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Por Mariana Kneipp Rio de Janeiro
O Botafogo está muito perto de negociar o meia Renato Cajá para o futebol chinês. A diretoria do clube carioca anunciou nesta terça-feira, em nota oficial, que o jogador foi liberado para realizar exames médicos no Guangzhou Evergrande. Caso ele seja aprovado, a transferência será concluída. O valor da negociação não foi divulgado.
Renato Cajá havia se tornado o principal responsável pela armação de jogadas no Alvinegro na atual temporada, com a ausência de Maicosuel (que, machucado, só volta à equipe no Campeonato Brasileiro) e a saída de Lucio Flavio, que se transferiu no fim do ano passado para o Atlas-MEX. Muito criticado por parte da torcida no ano passado, Cajá recuperou a confiança nesta temporada com assistências e quatro gols no Carioca.
A saída do jogador, que já não treinou com o elenco nesta terça-feira, fez o técnico Joel Santana adotar o mistério em relação à escalação para o jogo contra o Nova Iguaçu, nesta quarta-feira, às 17h (de Brasília), no Raulino de Oliveira, em Volta Redonda.
- Aceito sugestões dos universitários – brincou o técnico na coletiva de imprensa. – Vou ter que procurar uma solução. Futebol não tem essa de surpresa. Acontece tudo com muita rapidez. Se a proposta for boa para clube e para o jogador, não vou ficar de quero ou não quero. É um mundo de negócios. É bom que haja clubes interessados, alguma coisa boa ele está fazendo.
Joel afirmou ainda que a saída do meia pode fazer com que o clube contrate para recompor o elenco.
- A coisa aconteceu muito rapidamente. Se houver necessidade, contrataremos para preencher. A ideia era ir com esse grupo até o fim do Carioca, para não ter uma indefinição de plantel. Mas isso ainda vai ser conversado – disse o treinador.
Na semana passada, o Guangzhou Evergrande acertou a contratação do zagueiro Paulão, titular do Grêmio. O clube chinês, que pagou € 2 milhões (cerca de R$ 4,6 milhões) pelo defensor, conta no elenco com outro brasileiro: o atacante Muriqui, que deixou o Atlético-MG em junho do ano passado.
Que traz beleza e luz aos dias mais difíceis
Que divide sua alma em duas
Para carregar tamanha sensibilidade e força
Que ganha o mundo com sua coragem
Que traz paixão no olhar
Mulher,
Que luta pelos seus ideais,
Que dá a vida pela sua família
Mulher
Que ama incondicionalmente
Que se arruma, se perfuma
Que vence o cansaço
Mulher,
Que chora e que ri
Mulher que sonha…
Tantas Mulheres, belezas únicas, vivas,
Cheias de mistérios e encanto!
Mulheres que deveriam ser lembradas,
amadas, admiradas todos os dias…
Para você, Mulher tão especial…
Feliz Dia Internacional da Mulher!
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