Marinho Chagas: “O hippie” potiguar”

11 mar

11/03/2010, por Mundo Botafogo, de Rui Moura

Francisco das Chagas Marinho, o ‘Marinho Chagas’, nasceu em Natal em 8 de fevereiro de 1952 e foi um dos ídolos do Botafogo na década de 1970, disputando a Copa do Mundo de 1974.

Marinho Chagas foi criado na periferia de Natal, era louro, comprido, franzino e… vaidoso. O garoto era um exímio craque de futebol de salão e batia pelada como centroavante no campo de Areado, onde cresceu. O futebolista surgiu aos 17 anos quando Zumba, sargento da Marinha, o levou para os juvenis do Riachuelo Atlético Clube, que era um clube de marinheiros do campeonato estadual do Rio Grande do Norte.

Substituindo um lateral esquerdo que se recusara a jogar contra os varzeanos palmeirenses, Marinho Chagas improvisou no lugar e terminou o jogo como o melhor jogador em campo. Nesse ano de 1969, Marinho revelou-se um lateral diferente dos outros, insubordinando-se contra a tática e avançando como apoiador ou atacante, ignorando o ponta-direita e evidenciando uma notável habilidade e uma rara técnica futebolística.

Apesar das transgressões, o ABC Futebol Clube interessou-se por ele e em 1970 rumou para o clube, tornando-se campeão estadual desse ano. Depois transferiu-se para o Náutico e, finalmente, para o Botafogo. Porém, a sua excentricidade transbordava os relvados, diferenciando-se pelos longos cabelos loiros, pulseiras, calças e camisas de cores extravagantes, carro chamativo, vida de bares e de cabarés ao som dos Beatles e Rolling Stones numa cidade de apenas 200 mil habitantes.

Mas Marinho era ‘perdoado’ devido ao seu excelente futebol e o Clube Náutico Capibaribe acabou por ‘roubá-lo’ para brilhar no campeonato pernambucano de 1971. Ficando até ao ano seguinte, Marinho Chagas reeditou o magnífico futebol e a vida de boémia. Ganhando expressão na imprensa desportiva brasileira, Marinho Chagas acabou por interessar ao Botafogo de Futebol e Regatas que o comprou ao Timbu recifense em 1972.

Extravagante, Marinho Chagas chegou ao Rio de Janeiro com aparência de ‘hippie’. Longos cabelos dourados, pulseiras, calças floridas, uma camiseta alaranjada com a estampa de uma grande borboleta nas costas e um Volkswagen repleto de adesivos, deixaram os cariocas boquiabertos.

Porém, na sua estreia contra o Santos de Pelé, o garoto de 20 anos ganhou o céu: bateu uma falta com uma precisão notável e garantiu o empate de 1×1. Em menos de nada, o que mais impressionou os cariocas não foi o seu aspecto, o que impressionou mesmo foi ter sido um verdadeiro hippie dos gramados. Marinho, mesmo sendo destro, fazia arrancadas fabulosas pela esquerda; era dono de um chute forte e preciso, assinalando frequentemente gols na cobrança de faltas. Apesar de Nilton Santos ser o precursor do lateral que avançava ao ataque, nos anos setenta essa movimentação ainda não estava consolidada.


Apesar de ser folclorizado por frases pedantes e extravagantes e condenado pela sua vida de boémia, o craque impôs-se rapidamente como legítimo sucessor de Nilton Santos. Marinho Chagas era um lateral que atacava, causando controvérsia, já que se defendia que um lateral era para marcar e não para apoiar. Devido a essa sua característica, o craque foi considerado um ‘revolucionário’, cobrindo toda a extensão do campo e extinguindo os pontas.

De tal modo fez sucesso que logo nesse ano a revista Placar outorga-lhe o troféu Bola de Prata, que repetiu no ano seguinte. E em 25 de Junho de 1973 o craque enverga pela primeira vez a camisa canarinha num jogo amistoso contra a Suécia.

Na seleção tornou-se titular nos preparativos para a Copa do Mundo de 1974, na Alemanha, e foi o melhor jogador da sua posição no Mundial, apesar de execrado pelos colegas porque perdeu a bola no ataque que deu à Polónia o 3º lugar e relegou o Brasil para segundo plano. Restou-lhe como consolo ter sido o único brasileiro escalado para a seleção da Copa.

Porém, a súbita queda do Botafogo atrapalhou a sua carreira e somente em 1976 regressou à seleção, tendo conquistado o único título pela seleção canarinha: foi campeão do Torneio Bicentenário dos Estados Unidos. Em 1977 Marinho Chagas regressou à seleção para encerrar a sua carreira canarinha, contabilizando 37 jogos com 25 vitórias, o que era um bom saldo.

Após 183 jogos e 39 gols pelo Botafogo, Marinho foi vendido para o Fluminense, mas não se deu bem, chocando-se com diversos colegas. Então, aceitou uma proposta do Cosmos, rumando em 1979 até Nova Iorque e regressando ao Brasil em 1981, assinando pelo São Paulo.

Quando menos se esperava, Marinho Chagas ressurgiu das cinzas e foi campeão paulista em 1981, tendo sido homenageado com mais uma Bola de Prata, da Placar. Embora sem o pique de outrora, o craque manteve.se tecnicamente aprimorado e experiente, ficando até 1984, quando comprou o próprio passe para vender a um grande clube. Porém, acabou no Bangu carioca de Castor de Andrade e sem brilho. Sucederam-se a partir de 1985 o Fortaleza cearense, América de Natal, Harlekin Augsburg (Alemanha) e o inexpressivo Heit dos Estados Unidos, no qual pendurou as chuteiras em 1987 com 35 anos de idade.


TÍTULOS

» 1970: campeão potiguar (ABC)
» 1974: campeão do Torneio Independência (Botafogo)
» 1975: campeão da Taça Augusto Pereira da Motta (Botafogo)
» 1976: campeão da Taça José Wânder Rodrigues Mendes (Botafogo)
» 1976: campeão da Taça Ministro Ney Braga (Botafogo)
» 1976: campeão do Torneio Bicentenário dos E.U.A. (Brasil)
» 1981: campeão paulista (São Paulo)

PREMIAÇÕES

» Bola de Prata (Placar) – 1972, 1973 e 1981

PRIMEIRA VITÓRIA PELO BOTAFOGO

BOTAFOGO 4×2 BAYERN MÜNCHEN
» Gols: Fischer, Roberto e Ferretti (2) (Botafogo); Muller (2) (Bayern München)
» Competição: Taça Ramón de Carranza
» Data: 27/08/1972
» Local: Cádiz (ESP)
» Árbitro: Camacho (Espanha)
» Botafogo: Wendell, Edmílson, Brito, Waltencir e Marinho Chagas; Nei Conceição, Carlos Roberto e Dorinho; Zequinha (Tuca), Roberto e Fischer (Ferretti). Técnico: Tim.
» Bayern München: Maier, Hansen, Schwarzenbeck, Orth (Rohr) e Breitner; Beckenbauer e Zobel; Durnberger, Müller, Schneider e Rybarczik.
Obs: O Botafogo conquistou uma pequena réplica do Troféu Ramón de Carranza pelo 3° lugar. Fonte: Jornal dos Sports e BFR.

1º JOGO E 1º GOL PELO BOTAFOGO NO MARACANÃ

BOTAFOGO 1×1 SANTOS
» Gol: Marinho Chagas (Botafogo)
» Competição: Campeonato Brasileiro
» Data: 09/09/1972
» Local: Estádio do Maracanã (Rio de Janeiro)
» Botafogo: Cao, Luiz Cláudio, Brito, Waltencir e Marinho Chagas; Nei Conceição, Carlos Roberto e Dorinho; Zequinha, Fischer (Ferretti) e Jairzinho.
Fonte: Jornal dos Sports.

A DECISÃO DO BRASILEIRO DE 1972

BOTAFOGO 0x0 PALMEIRAS
» Competição: Campeonato Brasileiro (decisão)
» Data: 23/12/1972
» Local: Estádio do Morumbi (São Paulo)
» Botafogo: Cao, Waltencir, Brito, Osmar e Marinho Chagas; Nei Conceição, Carlos Roberto e Ademir Vicente (Ferretti); Zequinha, Fischer e Jairzinho.

GOLEADAS INESQUECÍVEIS

BOTAFOGO 6×0 FLAMENGO
» Gols: Jairzinho l5’ 68’ e 83’ (de letra), Fischer 35’ e 41’ Ferretti 87’
» Competição: Campeonato Brasileiro
» Data: 15/11/1972
» Local: Maracanã, Rio de Janeiro
» Público: 46.279
» Árbitro: José de Assis Aragão
» Botafogo: Cao, Mauro Cruz, Waltencir, Osmar e Marinho Chagas; Carlos Roberto, Nei Conceição e Ademir Vicente (Marcos Aurélio); Zequinha, Fischer (Ferretti) e Jairzinho. Técnico: Sebastião Leônidas.
» Flamengo: Renato, Moreira, Chiquinho Pastor, Tinho e Rodrigues Neto; Liminha, Zanata (Mineiro) e Paulo Cézar Caju; Rogério (Caio), Humberto e Fio Maravilha. Técnico: Mário Zagallo.
Obs: 1) O CR Flamengo, em seu aniversário, ganhou um presente de grego; 2) Sensacional vitória do Glorioso Botafogo. Fonte: Jornal do Brasil.

BOTAFOGO 4×1 PEÑAROL
» Gols: Roberto, Jairzinho, Fischer e Ferretti (Botafogo); Romeu Corbo (Peñarol)
» Competição: Taça Libertadores da América
» Data: 01/03/1973
» Local: Estádio do Maracanã
» Árbitro: Oscar Veiro (argentino)
» Botafogo: Cao, Waltencir, Brito, Scala e Marinho Chagas; Carlos Roberto, Marcos Aurélio e Dirceu; Zequinha (Ferretti), Roberto (Fischer) e Jairzinho. Técnico: Sebastião Leônidas.
» Peñarol: Corbo, González, Matosas, Oliveira e Fernandez; Acosta, Lamas (Noble) e Unanue; Morena, Silva (Quevedo) e Romeu Corbo. Técnico: Juan Faccio.
Fonte: Jornal do Brasil.

BOTAFOGO 4×0 FLUMINENSE
» Gols: Marinho Chagas (2), Ferretti e Zequinha
» Competição: Campeonato Brasileiro
» Data: 02/09/1973
» Local: Estádio do Maracanã
» Árbitro: Emídio Marques de Mesquita
» Botafogo: Cao, Miranda, Brito, Nílson Andrade e Marinho Chagas; Carbone, Carlos Roberto e Dirceu (Waltencir); Zequinha, Fischer e Nílson Dias (Ferretti). Técnico: Paraguaio.
» Fluminense: Félix, Toninho, Bruñel (Márcio), Assis e Marco Antônio; C. A. Pintinho, Cléber e Rubens Galaxe (Adílson); Dionísio, Manfrini e Lula. Técnico: Duque.
Fonte: Jornal do Brasil.

BOTAFOGO 3×0 GRÊMIO
» Gols: Nílson Dias (2) e Jairzinho
» Competição: Campeonato Brasileiro de 1973
» Data: 03/02/1974
» Local: Estádio do Maracanã
» Árbitro: Dulcídio Vanderlei Boschillia
» Botafogo: Wendell, Miranda, Waltencir, Osmar e Marinho Chagas; Carbone, Carlos Roberto e Dirceu; Puruca, Nílson Dias e Jairzinho (Ferretti). Técnico: Paraguaio.
» Grêmio: Picasso, Everaldo, Renato Cogo, Beto e Tabajara; Carlos Alberto e Paulo Sérgio (Humberto Ramos); Carlinhos, Mazinho (Rubens), Tarciso e Loivo. Técnico: Carlos Frôner.
Fonte: Jornal do Brasil.

MAIS JOGOS IMPORTANTES

BOTAFOGO 2×1 PALMEIRAS
» Gols: Luís Pereira (contra) 6’ e jairzinho 87’ (Botafogo); Ademir da Guia 62’ (Palmeiras)
» Competição: Taça Libertadores
» Data: 29/03/1973
» Local: Estádio do Maracanã, Rio de Janeiro
» Público: 88.690
» Árbitro: Ramón Barreto
» Botafogo: Wendell, Waltencir, Brito, Scala e Marinho Chagas; C. Roberto, Nei Conceição e Dirceu; Zequinha (Ferretti), Roberto (Fischer) e Jairzinho. Técnico: Sebastião Leônidas.
» Palmeiras: Leão, João Carlos, Luís Pereira, Alfredo e Zeca; Zé Carlos (Dudu) e Ademir da Guia; Edu (Ronaldo), Leivinha, Fedato e Nei. Técnico: Osvaldo Brandão.
Fonte: Jornal do Brasil.

BOTAFOGO 1×0 CORINTHIANS
» Gol: Nílson Dias 88’
» Competição: Torneio Independência do Brasil
» Data: 06/09/1974
» Local: Hélio Prates da Silveira, Brasília
» Árbitro: Adélio Nogueira
» Botafogo: Wendell, Waltencir, Mauro Cruz, Osmar e Marinho Chagas; Nei Conceição, Marcos Aurélio e Dirceu; Puruca, Fischer (Jorge Luís) e Nílson Dias. Técnico: Mário Zagallo.
» Corinthians: Ado, Zé Maria, Brito, Pescuma e Vanderlei; Tião e Rivellino (Adão); Vaguinho (Ivan), Lance, Zé Roberto e Pita (Pery). Técnico: Sylvio Pirillo.
Obs: O Botafogo classificou-se para a final. Fontes: Jornal do Brasil e Jornal dos Sports.

BOTAFOGO 1×0 VITÓRIA (BA)
» Gol: Nílson Dias 8’
» Competição: Torneio Independência do Brasil
» Data: 08/09/1974
» Local: Hélio Prates da Silveira, Brasília
» Árbitro: Édson Rezende; assistentes: Cid Fonseca e Adélio Nogueira
» Botafogo: Wendell, Waltencir, Mauro Cruz, Osmar e Marinho Chagas; Nei Conceição, Marcos Aurélio e Dirceu; Nílson Dias, Puruca e Fischer (Jorge Luís). Técnico: Mário Zagallo.
» Vitória: Agnaldo, Roberto Oliveira, Válter, Vavá (Róbson) e Valença; Roberto Meneses, Gibira e Mário Sérgio; Osni, André e Davi. Técnico: Bengalinha.
Obs: Botafogo, campeão do Torneio Independência do Brasil. Fonte: Jornal dos Sports.

BOTAFOGO 1×0 FLAMENGO
» Gol: Marinho Chagas 21’ (em cobrança de falta)
» Competição: Campeonato Carioca
» Data: 06/04/1975
» Local: Estádio do Maracanã, Rio de Janeiro
» Renda: Cr$ 1.269.147,50
» Público: 92.212
» Árbitro: Valquir Pimentel
» Botafogo: Wendell, Miranda, Chiquinho Pastor, Mauro Cruz e Marinho Chagas; Carbone, Carlos Roberto e Dirceu; Cremílson, Puruca (Fischer) e Nílson Dias. Técnico: Mário Zagallo.
» Flamengo: Cantarelli, Júnior (Vanderlei Luxemburgo), Rondinelli, Jayme e Rodrigues Neto; Liminha, Geraldo e Zico; Paulinho, Doval e Édson (Julinho). Técnico: Joubert.
Fonte: O Globo.

BOTAFOGO 1×0 VASCO
» Gol: Nílson Dias 88’ (de cabeça)
» Competição: Campeonato Carioca
» Data: 04/05/1975
» Local: Estádio do Maracanã, Rio de Janeiro
» Renda: Cr$ 553.417,00
» Público: 41.346
» Árbitro: Arnaldo Cézar Coelho
» Botafogo: Ubirajara Alcântara, Miranda, Chiquinho Pastor, Artur e Marinho Chagas; Carbone (Ademir Vicente), Carlos Roberto e Dirceu; Rogério (Puruca), Fischer e Nílson Dias. Técnico: Mário Zagallo.
» Vasco da Gama: Andrada, Paulo César, Joel, Renê e Alfinete; Alcir e Zanata; Carlinhos, Jair Pereira (Dé), Roberto Dinamite e Luís Carlos. Técnico: Mário Travaglini.
Obs: 1) Roberto Dinamite perdeu uma grande penalidade aos 73’ acertando o travessão. Fonte: O Globo.

BOTAFOGO 2×0 FLUMINENSE
» Competição: Campeonato Carioca (Taça Augusto Pereira da Motta)
» Gols: Ademir Vicente 20’ e Carlos Roberto 58’
» Data: 15/06/1975
» Local: Estádio do Maracanã, Rio de Janeiro
» Renda: Cr$ 988.680,00
» Público: 55.978 pagantes
» Árbitro: Arnaldo Cézar Coelho
» Botafogo: Zé Carlos, Miranda, Chiquinho Pastor, Artur e Marinho Chagas (Carbone), Carlos Roberto, Ademir Vicente e Dirceu; Cremílson, Puruca (Rogério) e Nílson Dias. Técnico: Mário Zagallo.
» Fluminense: Félix, Toninho, Silveira, Assis (Edinho) e Marco Antônio; Zé Mário, Cléber e Erivelto; Cafuringa, Manfrini e Mário Sérgio. Técnico: Paulo Emílio.
Obs: Botafogo, campeão da Taça Augusto Pereira da Motta (2° Turno). Fonte: Jornal dos Sports.

BOTAFOGO 1×0 GOYTACAZ
» Gol: Nílson Dias 44’
» Competição: Campeonato Carioca (Taça José Wânder Rodrigues Mendes)
» Data: 18/07/1976
» Local: Godofredo Cruz, Campos
» Renda: Cr$ 339.425,00
» Público: 13.607 pagantes
» Árbitro: José Roberto Wright
» Botafogo: Ubirajara Alcântara, Miranda, Osmar, Nílson Andrade e Marinho Chagas; Carbone (Rubens Paraná), Ademir Vicente e Mário Sérgio; Cremílson, Marcos Aurélio e Nílson Dias. Técnico: Paulo Amaral.
» Goytacaz: Miguel, Batista, Totonho, Zé Rios e Tita; Paúra (Chico Maravilha), Ricardo Batata e Wilson Bispo (Piscina); Tuquinha, Zé Neto e Kiko. Técnico: Paulo Henrique.
Obs: Botafogo, campeão da Taça José Wânder Rodrigues Mendes (2° turno). Fonte: Jornal dos Sports.

BOTAFOGO 4×2 NACIONAL (AM)
» Gols: Estélio 47’ e Antônio Carlos Paulista 56’ (Nacional); Nílson Dias 66’ e 81’, Rubens Nicola 61’ e Manfrini 76’ (Botafogo)
» Data: 28/11/1976
» Local: Evandro de Almeida, Belém
» Árbitro: Luís Vila Nova; assistentes: Manuel Francisco de Oliveira e Édson Chagas
» Botafogo: Ubirajara Alcântara, Miranda, Osmar, Fred e Marinho Chagas; Carbone, Cabral e Manfrini; Cremílson (Mazinho), Nílson Dias (Ricardo) e Rubens Nicola. Técnico: Paulo Amaral.
» Nacional: Borrachinha, Glaydson, Antônio Carlos, Djalma e Luís Florêncio; Estélio, Bibi e Nílson; Botelho, Antônio Carlos Paulista (Carlinhos) e Cafuringa.
Obs: Botafogo, campeão do Torneio Ministro Ney Braga.
Fontes: Botafogo FR (Édson Bentes, ex-supervisor) e O Globo.

Marinho Chagas foi criado na periferia de Natal, era louro, comprido, franzino e… vaidoso. O garoto era um exímio craque de futebol de salão e batia pelada como centroavante no campo de Areado, onde cresceu. O futebolista surgiu aos 17 anos quando Zumba, sargento da Marinha, o levou para os juvenis do Riachuelo Atlético Clube, que era um clube de marinheiros do campeonato estadual do Rio Grande do Norte.

Substituindo um lateral esquerdo que se recusara a jogar contra os varzeanos palmeirenses, Marinho Chagas improvisou no lugar e terminou o jogo como o melhor jogador em campo. Nesse ano de 1969, Marinho revelou-se um lateral diferente dos outros, insubordinando-se contra a tática e avançando como apoiador ou atacante, ignorando o ponta-direita e evidenciando uma notável habilidade e uma rara técnica futebolística.

Apesar das transgressões, o ABC Futebol Clube interessou-se por ele e em 1970 rumou para o clube, tornando-se campeão estadual desse ano. Depois transferiu-se para o Náutico e, finalmente, para o Botafogo. Porém, a sua excentricidade transbordava os relvados, diferenciando-se pelos longos cabelos loiros, pulseiras, calças e camisas de cores extravagantes, carro chamativo, vida de bares e de cabarés ao som dos Beatles e Rolling Stones numa cidade de apenas 200 mil habitantes.

Mas Marinho era ‘perdoado’ devido ao seu excelente futebol e o Clube Náutico Capibaribe acabou por ‘roubá-lo’ para brilhar no campeonato pernambucano de 1971. Ficando até ao ano seguinte, Marinho Chagas reeditou o magnífico futebol e a vida de boémia. Ganhando expressão na imprensa desportiva brasileira, Marinho Chagas acabou por interessar ao Botafogo de Futebol e Regatas que o comprou ao Timbu recifense em 1972.

Extravagante, Marinho Chagas chegou ao Rio de Janeiro com aparência de ‘hippie’. Longos cabelos dourados, pulseiras, calças floridas, uma camiseta alaranjada com a estampa de uma grande borboleta nas costas e um Volkswagen repleto de adesivos, deixaram os cariocas boquiabertos.

Porém, na sua estreia contra o Santos de Pelé, o garoto de 20 anos ganhou o céu: bateu uma falta com uma precisão notável e garantiu o empate de 1×1. Em menos de nada, o que mais impressionou os cariocas não foi o seu aspecto, o que impressionou mesmo foi ter sido um verdadeiro hippie dos gramados. Marinho, mesmo sendo destro, fazia arrancadas fabulosas pela esquerda; era dono de um chute forte e preciso, assinalando frequentemente gols na cobrança de faltas. Apesar de Nilton Santos ser o precursor do lateral que avançava ao ataque, nos anos setenta essa movimentação ainda não estava consolidada.


Apesar de ser folclorizado por frases pedantes e extravagantes e condenado pela sua vida de boémia, o craque impôs-se rapidamente como legítimo sucessor de Nilton Santos. Marinho Chagas era um lateral que atacava, causando controvérsia, já que se defendia que um lateral era para marcar e não para apoiar. Devido a essa sua característica, o craque foi considerado um ‘revolucionário’, cobrindo toda a extensão do campo e extinguindo os pontas.

De tal modo fez sucesso que logo nesse ano a revista Placar outorga-lhe o troféu Bola de Prata, que repetiu no ano seguinte. E em 25 de Junho de 1973 o craque enverga pela primeira vez a camisa canarinha num jogo amistoso contra a Suécia.

Na seleção tornou-se titular nos preparativos para a Copa do Mundo de 1974, na Alemanha, e foi o melhor jogador da sua posição no Mundial, apesar de execrado pelos colegas porque perdeu a bola no ataque que deu à Polónia o 3º lugar e relegou o Brasil para segundo plano. Restou-lhe como consolo ter sido o único brasileiro escalado para a seleção da Copa.

Porém, a súbita queda do Botafogo atrapalhou a sua carreira e somente em 1976 regressou à seleção, tendo conquistado o único título pela seleção canarinha: foi campeão do Torneio Bicentenário dos Estados Unidos. Em 1977 Marinho Chagas regressou à seleção para encerrar a sua carreira canarinha, contabilizando 37 jogos com 25 vitórias, o que era um bom saldo.

Após 183 jogos e 39 gols pelo Botafogo, Marinho foi vendido para o Fluminense, mas não se deu bem, chocando-se com diversos colegas. Então, aceitou uma proposta do Cosmos, rumando em 1979 até Nova Iorque e regressando ao Brasil em 1981, assinando pelo São Paulo.

Quando menos se esperava, Marinho Chagas ressurgiu das cinzas e foi campeão paulista em 1981, tendo sido homenageado com mais uma Bola de Prata, da Placar. Embora sem o pique de outrora, o craque manteve.se tecnicamente aprimorado e experiente, ficando até 1984, quando comprou o próprio passe para vender a um grande clube. Porém, acabou no Bangu carioca de Castor de Andrade e sem brilho. Sucederam-se a partir de 1985 o Fortaleza cearense, América de Natal, Harlekin Augsburg (Alemanha) e o inexpressivo Heit dos Estados Unidos, no qual pendurou as chuteiras em 1987 com 35 anos de idade.


TÍTULOS

» 1970: campeão potiguar (ABC)
» 1974: campeão do Torneio Independência (Botafogo)
» 1975: campeão da Taça Augusto Pereira da Motta (Botafogo)
» 1976: campeão da Taça José Wânder Rodrigues Mendes (Botafogo)
» 1976: campeão da Taça Ministro Ney Braga (Botafogo)
» 1976: campeão do Torneio Bicentenário dos E.U.A. (Brasil)
» 1981: campeão paulista (São Paulo)

PREMIAÇÕES

» Bola de Prata (Placar) – 1972, 1973 e 1981

PRIMEIRA VITÓRIA PELO BOTAFOGO

BOTAFOGO 4×2 BAYERN MÜNCHEN
» Gols: Fischer, Roberto e Ferretti (2) (Botafogo); Muller (2) (Bayern München)
» Competição: Taça Ramón de Carranza
» Data: 27/08/1972
» Local: Cádiz (ESP)
» Árbitro: Camacho (Espanha)
» Botafogo: Wendell, Edmílson, Brito, Waltencir e Marinho Chagas; Nei Conceição, Carlos Roberto e Dorinho; Zequinha (Tuca), Roberto e Fischer (Ferretti). Técnico: Tim.
» Bayern München: Maier, Hansen, Schwarzenbeck, Orth (Rohr) e Breitner; Beckenbauer e Zobel; Durnberger, Müller, Schneider e Rybarczik.
Obs: O Botafogo conquistou uma pequena réplica do Troféu Ramón de Carranza pelo 3° lugar. Fonte: Jornal dos Sports e BFR.

1º JOGO E 1º GOL PELO BOTAFOGO NO MARACANÃ

BOTAFOGO 1×1 SANTOS
» Gol: Marinho Chagas (Botafogo)
» Competição: Campeonato Brasileiro
» Data: 09/09/1972
» Local: Estádio do Maracanã (Rio de Janeiro)
» Botafogo: Cao, Luiz Cláudio, Brito, Waltencir e Marinho Chagas; Nei Conceição, Carlos Roberto e Dorinho; Zequinha, Fischer (Ferretti) e Jairzinho.
Fonte: Jornal dos Sports.

A DECISÃO DO BRASILEIRO DE 1972

BOTAFOGO 0x0 PALMEIRAS
» Competição: Campeonato Brasileiro (decisão)
» Data: 23/12/1972
» Local: Estádio do Morumbi (São Paulo)
» Botafogo: Cao, Waltencir, Brito, Osmar e Marinho Chagas; Nei Conceição, Carlos Roberto e Ademir Vicente (Ferretti); Zequinha, Fischer e Jairzinho.

GOLEADAS INESQUECÍVEIS

BOTAFOGO 6×0 FLAMENGO
» Gols: Jairzinho l5’ 68’ e 83’ (de letra), Fischer 35’ e 41’ Ferretti 87’
» Competição: Campeonato Brasileiro
» Data: 15/11/1972
» Local: Maracanã, Rio de Janeiro
» Público: 46.279
» Árbitro: José de Assis Aragão
» Botafogo: Cao, Mauro Cruz, Waltencir, Osmar e Marinho Chagas; Carlos Roberto, Nei Conceição e Ademir Vicente (Marcos Aurélio); Zequinha, Fischer (Ferretti) e Jairzinho. Técnico: Sebastião Leônidas.
» Flamengo: Renato, Moreira, Chiquinho Pastor, Tinho e Rodrigues Neto; Liminha, Zanata (Mineiro) e Paulo Cézar Caju; Rogério (Caio), Humberto e Fio Maravilha. Técnico: Mário Zagallo.
Obs: 1) O CR Flamengo, em seu aniversário, ganhou um presente de grego; 2) Sensacional vitória do Glorioso Botafogo. Fonte: Jornal do Brasil.

BOTAFOGO 4×1 PEÑAROL
» Gols: Roberto, Jairzinho, Fischer e Ferretti (Botafogo); Romeu Corbo (Peñarol)
» Competição: Taça Libertadores da América
» Data: 01/03/1973
» Local: Estádio do Maracanã
» Árbitro: Oscar Veiro (argentino)
» Botafogo: Cao, Waltencir, Brito, Scala e Marinho Chagas; Carlos Roberto, Marcos Aurélio e Dirceu; Zequinha (Ferretti), Roberto (Fischer) e Jairzinho. Técnico: Sebastião Leônidas.
» Peñarol: Corbo, González, Matosas, Oliveira e Fernandez; Acosta, Lamas (Noble) e Unanue; Morena, Silva (Quevedo) e Romeu Corbo. Técnico: Juan Faccio.
Fonte: Jornal do Brasil.

BOTAFOGO 4×0 FLUMINENSE
» Gols: Marinho Chagas (2), Ferretti e Zequinha
» Competição: Campeonato Brasileiro
» Data: 02/09/1973
» Local: Estádio do Maracanã
» Árbitro: Emídio Marques de Mesquita
» Botafogo: Cao, Miranda, Brito, Nílson Andrade e Marinho Chagas; Carbone, Carlos Roberto e Dirceu (Waltencir); Zequinha, Fischer e Nílson Dias (Ferretti). Técnico: Paraguaio.
» Fluminense: Félix, Toninho, Bruñel (Márcio), Assis e Marco Antônio; C. A. Pintinho, Cléber e Rubens Galaxe (Adílson); Dionísio, Manfrini e Lula. Técnico: Duque.
Fonte: Jornal do Brasil.

BOTAFOGO 3×0 GRÊMIO
» Gols: Nílson Dias (2) e Jairzinho
» Competição: Campeonato Brasileiro de 1973
» Data: 03/02/1974
» Local: Estádio do Maracanã
» Árbitro: Dulcídio Vanderlei Boschillia
» Botafogo: Wendell, Miranda, Waltencir, Osmar e Marinho Chagas; Carbone, Carlos Roberto e Dirceu; Puruca, Nílson Dias e Jairzinho (Ferretti). Técnico: Paraguaio.
» Grêmio: Picasso, Everaldo, Renato Cogo, Beto e Tabajara; Carlos Alberto e Paulo Sérgio (Humberto Ramos); Carlinhos, Mazinho (Rubens), Tarciso e Loivo. Técnico: Carlos Frôner.
Fonte: Jornal do Brasil.

MAIS JOGOS IMPORTANTES

BOTAFOGO 2×1 PALMEIRAS
» Gols: Luís Pereira (contra) 6’ e jairzinho 87’ (Botafogo); Ademir da Guia 62’ (Palmeiras)
» Competição: Taça Libertadores
» Data: 29/03/1973
» Local: Estádio do Maracanã, Rio de Janeiro
» Público: 88.690
» Árbitro: Ramón Barreto
» Botafogo: Wendell, Waltencir, Brito, Scala e Marinho Chagas; C. Roberto, Nei Conceição e Dirceu; Zequinha (Ferretti), Roberto (Fischer) e Jairzinho. Técnico: Sebastião Leônidas.
» Palmeiras: Leão, João Carlos, Luís Pereira, Alfredo e Zeca; Zé Carlos (Dudu) e Ademir da Guia; Edu (Ronaldo), Leivinha, Fedato e Nei. Técnico: Osvaldo Brandão.
Fonte: Jornal do Brasil.

BOTAFOGO 1×0 CORINTHIANS
» Gol: Nílson Dias 88’
» Competição: Torneio Independência do Brasil
» Data: 06/09/1974
» Local: Hélio Prates da Silveira, Brasília
» Árbitro: Adélio Nogueira
» Botafogo: Wendell, Waltencir, Mauro Cruz, Osmar e Marinho Chagas; Nei Conceição, Marcos Aurélio e Dirceu; Puruca, Fischer (Jorge Luís) e Nílson Dias. Técnico: Mário Zagallo.
» Corinthians: Ado, Zé Maria, Brito, Pescuma e Vanderlei; Tião e Rivellino (Adão); Vaguinho (Ivan), Lance, Zé Roberto e Pita (Pery). Técnico: Sylvio Pirillo.
Obs: O Botafogo classificou-se para a final. Fontes: Jornal do Brasil e Jornal dos Sports.

BOTAFOGO 1×0 VITÓRIA (BA)
» Gol: Nílson Dias 8’
» Competição: Torneio Independência do Brasil
» Data: 08/09/1974
» Local: Hélio Prates da Silveira, Brasília
» Árbitro: Édson Rezende; assistentes: Cid Fonseca e Adélio Nogueira
» Botafogo: Wendell, Waltencir, Mauro Cruz, Osmar e Marinho Chagas; Nei Conceição, Marcos Aurélio e Dirceu; Nílson Dias, Puruca e Fischer (Jorge Luís). Técnico: Mário Zagallo.
» Vitória: Agnaldo, Roberto Oliveira, Válter, Vavá (Róbson) e Valença; Roberto Meneses, Gibira e Mário Sérgio; Osni, André e Davi. Técnico: Bengalinha.
Obs: Botafogo, campeão do Torneio Independência do Brasil. Fonte: Jornal dos Sports.

BOTAFOGO 1×0 FLAMENGO
» Gol: Marinho Chagas 21’ (em cobrança de falta)
» Competição: Campeonato Carioca
» Data: 06/04/1975
» Local: Estádio do Maracanã, Rio de Janeiro
» Renda: Cr$ 1.269.147,50
» Público: 92.212
» Árbitro: Valquir Pimentel
» Botafogo: Wendell, Miranda, Chiquinho Pastor, Mauro Cruz e Marinho Chagas; Carbone, Carlos Roberto e Dirceu; Cremílson, Puruca (Fischer) e Nílson Dias. Técnico: Mário Zagallo.
» Flamengo: Cantarelli, Júnior (Vanderlei Luxemburgo), Rondinelli, Jayme e Rodrigues Neto; Liminha, Geraldo e Zico; Paulinho, Doval e Édson (Julinho). Técnico: Joubert.
Fonte: O Globo.

BOTAFOGO 1×0 VASCO
» Gol: Nílson Dias 88’ (de cabeça)
» Competição: Campeonato Carioca
» Data: 04/05/1975
» Local: Estádio do Maracanã, Rio de Janeiro
» Renda: Cr$ 553.417,00
» Público: 41.346
» Árbitro: Arnaldo Cézar Coelho
» Botafogo: Ubirajara Alcântara, Miranda, Chiquinho Pastor, Artur e Marinho Chagas; Carbone (Ademir Vicente), Carlos Roberto e Dirceu; Rogério (Puruca), Fischer e Nílson Dias. Técnico: Mário Zagallo.
» Vasco da Gama: Andrada, Paulo César, Joel, Renê e Alfinete; Alcir e Zanata; Carlinhos, Jair Pereira (Dé), Roberto Dinamite e Luís Carlos. Técnico: Mário Travaglini.
Obs: 1) Roberto Dinamite perdeu uma grande penalidade aos 73’ acertando o travessão. Fonte: O Globo.

BOTAFOGO 2×0 FLUMINENSE
» Competição: Campeonato Carioca (Taça Augusto Pereira da Motta)
» Gols: Ademir Vicente 20’ e Carlos Roberto 58’
» Data: 15/06/1975
» Local: Estádio do Maracanã, Rio de Janeiro
» Renda: Cr$ 988.680,00
» Público: 55.978 pagantes
» Árbitro: Arnaldo Cézar Coelho
» Botafogo: Zé Carlos, Miranda, Chiquinho Pastor, Artur e Marinho Chagas (Carbone), Carlos Roberto, Ademir Vicente e Dirceu; Cremílson, Puruca (Rogério) e Nílson Dias. Técnico: Mário Zagallo.
» Fluminense: Félix, Toninho, Silveira, Assis (Edinho) e Marco Antônio; Zé Mário, Cléber e Erivelto; Cafuringa, Manfrini e Mário Sérgio. Técnico: Paulo Emílio.
Obs: Botafogo, campeão da Taça Augusto Pereira da Motta (2° Turno). Fonte: Jornal dos Sports.

BOTAFOGO 1×0 GOYTACAZ
» Gol: Nílson Dias 44’
» Competição: Campeonato Carioca (Taça José Wânder Rodrigues Mendes)
» Data: 18/07/1976
» Local: Godofredo Cruz, Campos
» Renda: Cr$ 339.425,00
» Público: 13.607 pagantes
» Árbitro: José Roberto Wright
» Botafogo: Ubirajara Alcântara, Miranda, Osmar, Nílson Andrade e Marinho Chagas; Carbone (Rubens Paraná), Ademir Vicente e Mário Sérgio; Cremílson, Marcos Aurélio e Nílson Dias. Técnico: Paulo Amaral.
» Goytacaz: Miguel, Batista, Totonho, Zé Rios e Tita; Paúra (Chico Maravilha), Ricardo Batata e Wilson Bispo (Piscina); Tuquinha, Zé Neto e Kiko. Técnico: Paulo Henrique.
Obs: Botafogo, campeão da Taça José Wânder Rodrigues Mendes (2° turno). Fonte: Jornal dos Sports.

BOTAFOGO 4×2 NACIONAL (AM)
» Gols: Estélio 47’ e Antônio Carlos Paulista 56’ (Nacional); Nílson Dias 66’ e 81’, Rubens Nicola 61’ e Manfrini 76’ (Botafogo)
» Data: 28/11/1976
» Local: Evandro de Almeida, Belém
» Árbitro: Luís Vila Nova; assistentes: Manuel Francisco de Oliveira e Édson Chagas
» Botafogo: Ubirajara Alcântara, Miranda, Osmar, Fred e Marinho Chagas; Carbone, Cabral e Manfrini; Cremílson (Mazinho), Nílson Dias (Ricardo) e Rubens Nicola. Técnico: Paulo Amaral.
» Nacional: Borrachinha, Glaydson, Antônio Carlos, Djalma e Luís Florêncio; Estélio, Bibi e Nílson; Botelho, Antônio Carlos Paulista (Carlinhos) e Cafuringa.
Obs: Botafogo, campeão do Torneio Ministro Ney Braga.
Fontes: Botafogo FR (Édson Bentes, ex-supervisor) e O Globo.

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