PROJETO PONTE DO RIO NEGRO

15 mar

PROJETO PONTE DO RIO NEGRO
Foto: AGECOM

Com determinação e ousadia, o Governo do Amazonas está prestes a realizar uma antiga aspiração da população dos municípios de Iranduba e Manacapuru, a ligação com Manaus por meio de uma ponte sobre o rio Negro, travessia que atualmente é feita por balsa e que tem uma série de inconvenientes e restrições. Prevista para ser entregue ao tráfego em março de 2010, a ponte do rio Negro representa um avanço para o desenvolvimento econômico e social de toda a região metropolitana de Manaus, criada em 2007, que envolve, além da capital, os municípios de Iranduba, Manacapuru, Novo Airão, Careiro da Várzea, Presidente Figueiredo, Rio Preto da Eva e Itacoatiara.

Rapidez no escoamento da produção agrícola e industrial e incremento do turismo e do desenvolvimento urbano são os principais benefícios a serem proporcionados pela ponte do rio Negro, que irá reduzir o tempo do percurso, atualmente feito por balsas durante 30 ou 40 minutos, para cinco minutos, melhorando significativamente a logística dos municípios que estão na área de influência da ponte. Em fase final de construção, o projeto é uma iniciativa do Governo do Amazonas que está sendo executado sob a responsabilidade da Secretaria de Estado da Infra-Estrutura (Seinf), com recursos provenientes do próprio governo amazonense e de empréstimos feitos ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que responde por 70% do valor do investimento de R$ 574 milhões.

Considerada a segunda maior ponte fluvial estaiada do mundo, com mais de 3.600 metros, a ponte do rio Negro vai interligar a Ponta do Ouvidor, no bairro da Compensa, em Manaus, à Ponta do Pepeta, em Iranduba. A ponte terá dois trechos convencionais, sobre colunas de concreto, localizados próximos às duas margens do rio Negro, e um trecho estaiado, ou seja, suspenso por estais (cabos), localizado na parte central da ponte, com 400 metros de comprimento. Os estais serão sustentados por uma torre central de 182 metros de altura, estrutura que dividirá o vão central em dois corredores fluviais de 200 metros de largura cada um, espaço suficiente para a passagem de grandes navios.

A largura total da ponte será de 20,70 metros, o que disponibilizará quatro faixas de tráfego (duas faixas para cada sentido), além de passeio para pedestres em ambos os lados da pista. A altura do vão central será de 55 metros, contados do tabuleiro da ponte até o bloco do pilar maior na cota 30, ou seja, na maior enchente do rio. Esse número permite que navios oceânicos possam passar sob a ponte sem nenhum impedimento e ir até o arquipélago das Anavilhanas, por exemplo. Essa cota poderia ser bem menor, reduzindo consideravelmente o custo da obra, mas por determinação do Governo do Estado a cota foi mantida, garantindo assim a segurança para a navegação em direção às cabeceiras do rio Negro.

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