Esmola

22 fev

seg, 21/02/11
por Zé Fogareiro |
categoria Carioca 2011

Fala, Zé! É impressionante como o carnaval chega mais cedo quando os mulambos conseguem um honroso empate com o Botafogo. E a euforia dos sem dentes parece ainda mais multiplicada por conta da sorte nas cobranças alternadas. Chega a ser patético ver que eles sempre têm uma desculpinha pronta no bolso. Se perdessem, o campeonato voltaria a ser o fraco carioquinha, que não serve pra nada, etc e tal. Ainda inventariam que a prioridade do time é outra. Mas, como levaram a vaga nos imprevisíveis pênaltis, de novo teve fogos, buzinaço, desfile em carro aberto e até comemoração em praça pública. Virou título. A felicidade está espalhada e o mérito é o mesmo de quem ganha uma rifa de quermesse. Hahahahahaha! Temos que rir. Isso mesmo. Comemore, menguinho. A alegria momentânea só se resolve no fim da disputa, quando vocês terão a oportunidade de se amedrontar diante da Estrela novamente. Pois então, quem não tem varanda, tenta tirar onda no quintal dos outros. E lembrem-se: pular o muro em casa de cachorro mordido é muito mais doloroso. Preparem-se pra volta.

O jogo foi duro, brigado. Em boa parte, até equilibrado. Um lá e cá nervoso. Mas a indignação maior ficou do nosso lado. Não por conta da velha ladainha sobre arbitragem tendenciosa. Já deu, Zé. Isso não adianta mais ser colocado em questão quando a partida é contra os órfãos da Taça de Bolinhas. A indignação Alvinegra ficou por conta da sensação do “não jogamos tudo”. Ainda mais contra este time fraco e mulambo. Falamos, repetimos, cansamos de cobrar o algo a mais em campo e, com míseros 40 minutos de jogo, o nosso lateral esquerdo já estava com meio palmo de língua pra fora. Parecia que quem tinha jogado no meio da semana era o Botafogo. Mais uma vez, patinamos na nossa própria ineficiência. Se não fizemos bem a nossa parte, não adianta reclamar de um pênalti ignorado pelo juiz. Quem entra pra decidir, constrói o placar favorável e não fica na dependência da interpretação do árbitro no finzinho. E tem mais, Zé, se você quer ler uma insatisfação geral, apedrejando o time inteiro, te aconselho ir pra outro Blog. Até porque, se tivéssemos dado sorte nos pênaltis, a postura seria contrária. Temos erros? Sim. Mas, no calor da eliminação, rasgar tudo o que foi feito até agora, NÃO.

O Joel tentou surpreender no início e se deu mal. Acabou tendo que consertar no intervalo. Não era hora de estrear um marcador na temporada. Mas também não foi ele quem mais comprometeu. O que deixou a desejar foi a insistência na postura do “vou esperar, pra depois atacar”. Tomamos um gol de bola parada, com a velha falha na marcação dentro área, e não conseguimos o empate antes da segunda etapa. Destaque total pro melhor goleiro do Brasil na atualidade. Falar bem do Jefferson é como elogiar um bobó de camarão bem feito. Não é necessário. Basta apenas se deliciar com a sua grandiosidade. É SELEÇÃO! Na volta do vestiário, o Joel tomou umas doses de coragem e nos colocou mais pra frente. A entrada do Éverton foi boa, deu mais mobilidade ao Glorioso. Tanto que marcamos o gol com ótima troca de passes na porta da mendigaria. R10? Sou mais El Loco 13, que recebeu dentro da área, virou e estufou a rede da favelada. 1X1 com garra. Comemora com a galera, Abreu. Para com essa bobeira de não encontrar a torcida depois da alegria. Daí pra lá, teve chances perdidas dos dois lados e… Pênaltis. Resumindo: eles tiveram mais sorte. Só. Até porque, se aquele pênalti do Léo Moura tivesse ficado no paredão Alvinegro, como a bola queria, a história seria diferente. Tem problema não, Zé. O 2º turno taí. E o que é deles tá guardado.

Agora, este parágrafo deveria ser escrito com a cor dourada, pois o assunto em voga vale ouro. Ouro não. Vale diamante. ACREDITE, ZÉ: enfim apareceu um clube interessado no nosso pior pesadelo, o Fahel. Esfregue os olhos, se belisque, mas pode confiar porque é verdade. O bahia sondou o Fogão para ter este toco que corre… Ops, quero dizer: para ter este excelentíssimo meio-campo, que cairia como uma luva no clube da terra da alegria. Soube que, se os baianos aumentarem a proposta com uma caixa de mariola e um carnê das Casas Bahia para nós pagarmos, a diretoria Alvinegra fecha negócio na hora. Posso te garantir que o sucesso dessa negociação é o ato mais esperado em General Severiano nos últimos anos. Inclusive estou disposto a lançar uma campanha para que cada Botafoguense doe um real por mês para o Fahel não pegar nem algum ônibus que passe em frente à Sede do Clube. Quarta-feira começamos a guerra na Copa do Brasil. Vamos com tudo pra Aracaju. Esse tal de river vai pagar a conta. Abraço, Zé!

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