Ousado, Cidinho é a esperança da base alvinegra

31 mar

Já entre os profissionais, jovem de 18 anos é a maior esperança das categorias de base do Glorioso

Claudio Portella
Publicada em 31/03/2011 às 10:36
Rio de Janeiro (RJ)

Uma das maiores promessas dos últimos anos no Botafogo, o meia-atacante Cidinho, foi incorporado ao time profissional no último jogo do Glorioso pelo Estadual, contra o Boavista. O motivo foi o fato da equipe estar com muitos desfalques. Entretanto, mesmo tendo atuado por somente cinco minutos, o jovem talento não se intimidou e na única oportunidade que teve, partiu para cima dos zagueiros e deixou os torcedores alvinegros esperançosos. Inclusive, a nova comissão técnica resolveu colocá-lo na relação dos jogadores para o confronto diante do Paraná Clube, pela Copa do Brasil. E mais uma vez ele entrou com personalidade.

Ousadia. Talvez esta palavra resuma bem, tudo aquilo que a torcida do Botafogo tem pedido a seu time e o que fez com que a relação com o ex-técnico alvinegro Joel Santana, sucumbisse, mesmo tendo em vista os resultados até certo ponto razoáveis. E é com essa palavrinha que a jovem promessa alvinegra se define.

– Sou ousado. Jogo como quarto homem de meio campo ou segundo atacante. Meu estilo é como o do Maicosuel, busco a jogada indiviual, vou para cima mesmo. Nos juniores sempre me deram essa liberdade. O professor Duda (técnico dos juniores) sempre me orientou a não perder esta caracterísitca que tenho – disse ele, que atualmente é o artilheiro do Campeonato Carioca de juniores.

De família humilde, do município de Mesquita, na Baixada Fluminense, Cidinho está desde os oito anos no Botafogo, quando um olheiro do clube o encontrou jogando uma pelada no Mesquita Esporte Clube.

– Estava jogando bola quando um olheiro chamado Mazinho disse que era do Botafogo, e que tinha gostado do meu estilo. Ele pediu para falar com meu pai – conta a promessa.

Com isso, o garoto foi levado à Marechal Hermes onde começou no futsal até ir para os campos. Lá, Cidinho se destacou nos campeonatos amadores e adivinhem só, o número da camisa que a joia alvinegra costuma vestir?

– Sete. Me deram este número e desde então deu sorte(risos). Gosto de jogar com o sete por tudo que representa dentro do clube – enfatizou, lembrando o fato do número ser o de maior destaque no Botafogo, já que as maiores estrelas o utilizavam, como Garrincha, Jairzinho e Túlio Maravilha.

Franzino e de boa técnica, Cidinho parece saber bem o que quer. Ao conversar com ele, é nítido perceber sua expectativa em demonstrar todo o seu talento, mas ao mesmo tempo, o garoto tenta manter seus pés no chão e mostra estar habituado com a pressão.

– Desde pequeno é assim. Todos falam que tenho potencial. Me aconselham a ficar tranquilo, pois minha hora vai chegar. Sei disso, quero muito mostrar meu valor dentro do Botafogo. Esse é o meu sonho. Ser reconhecido aqui dentro e quem sabe um dia jogar pela Seleção – revelou.

Ainda mais novo, em uma competição de futsal, Cidinho terminou como artilheiro, fazendo 92 gols, o que acabou encurtando sua trajetória nas quadras, transferindo-se para os gramados. Com o passar dos anos, suas atuações despertaram o interesse de empresários que acenaram com uma proposta em um clube com maior estrutura nas categorias de base, o Internacional-RS.

– Fui para o Inter por causa de empresários, pois o Botafogo não possuía boa estrutura na época. Mas treinei pouco tempo lá. Meu negócio sempre foi aqui mesmo, me arrependi de ter ido – ressaltou.

PAI DE CIDINHO O COMPARA COM UM ÍDOLO ALVINEGRO

Se a torcida alvinegra está na expectativa para ver os dribles e passes de Cidinho, Seu Alcides já os conhece há muitos anos. O pai do atleta revela como descobriu o talento de seu filho mais novo.

– Estava na praça, perto de casa, quando um conhecido me chamou e falou para dar uma olhada no Cidinho jogando bola, pois estava arrebentando na pelada com os amiguinhos. Resolvi dar uma conferida – revela Seu Alcides, que perdeu a esposa, quando Cidinho tinha apenas dois anos, devido a problemas cardíacos.

– Foi muito difícil, pois tive que ser pai e mãe ao mesmo tempo. Sofremos muito, mas tenho certeza que ele vai vencer na vida – disse, de forma emocionada.

Com 75 anos, Seu Alcides acredita que o filho lembra muito um dos grandes ídolos da História do Botafogo, o qual ele viu jogar.

– Seu futebol é elegante como o de Didi. Chuta bem e além de fazer muitos gols, é o rei das assistências – brincou.

Didi ou Maicosuel. Camisa 7 ou camisa 10. Cidinho traz ao Botafogo uma forte esperança de revelar dentro de suas raízes um grande jogador, algo que não ocorre há tempos em um clube que revelou para o cenário mundial, craques como Nilton Santos, Jairzinho e Paulo César Cajú. Todavia, há também a expectativa de Seu Alcides, seu maior fã. Se a estrela do garoto de Mesquita irá brilhar, veremos em breve.

COM A PALAVRA:
Sidnei Loureiro – Coordenador das divisões de base do Botafogo

O Cidinho está desde o mirim no Botafogo, pode fazer tanto a meia, como segundo atacante. É um jogador que trabalhamos com muito carinho, diferenciado, uma grande promessa. É gratificante ver a garotada iniciar, viver esse clima entre os profissionais e recebendo uma oportunidade dentro da partida. Graças ao trabalho de integração dos jogadores da base com os profissionais, feito pelo departamento de futebol. Hoje lideramos o Estadual dos juniores e esperamos em breve vê-los brilhando com a camisa alvinegra.

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