Linda Estrela

20 abr

seg, 18/04/11
por Zé Fogareiro |
categoria Carioca 2011

Fala, Zé! Antes de qualquer “teoria da eliminação”, registro o meu sentimento de quem não perde um jogo na arquibancada: perdendo ou ganhando, se classificando ou não, o Botafogo sempre vai provocar uns batimentos cardíacos mais apaixonados dentro desse peito Alvinegro. Futebol é isso. Não dá pra ganhar sempre. Para pra pensar, viemos de uma seqüência de cinco finais de Campeonato Carioca seguidas. CINCO! Uma hora o “não” ia chegar. E analisá-lo de forma fria e isolada é imaturo. Você pode até pensar “Lá vem ele com o papo motivacional de novo”. Está no seu direito, mas não vou bater palmas para ecoarem uma sensação enganosa de que a torcida do Glorioso está jogando contra o Clube. Isso NUNCA acontecerá. A paixão pela Estrela Solitária é como esta menina aí ao lado: linda e com um futuro brilhante pela frente. Ser Botafoguense é acreditar que depois que inventaram o “vai melhorar”, o “tá ruim” ficou esquecido. Numa visão superficial, o meu texto pode até soar bipolar, pois se por um lado não canso de mostrar o amor que ninguém cala, também sou capaz de apontar os erros que silenciam a esperança. Também estou chateado pela eliminação precoce de ontem. Ela foi desnecessária e resultado de uma série de equívocos. Mas espera aí! Isso abala a minha… Quero dizer, a NOSSA paixão? Nenhum milímetro.

Não vou me alongar analisando a partida de ontem contra o mequinha, lá em São Januário. E tão pouco colocar a culpa dessa vergonhosa eliminação nos bigodudos donos da casa. O vasquinho manteve o seu desempenho meia-boca dos últimos anos. Nada novo, Zé. Infelizmente, foi o Botafogo que se desclassificou durante essa pífia campanha da Taça Rio. Isso sim é preocupante, digno de mudanças drásticas. Enfim, foi um 3X1 fácil, onde o time de vermelho mostrou que já não é mais aquele pequeno grande adversário no Rio. Uma coisa ficou ainda mais clara na minha cabeça: esse rapaz Éverton segue os mesmos passos do Márcio Azevedo, que ganhou chance em cima de chance e desperdiçou chance em cima de chance. O Lucas se afirmou ainda mais pela direita – graças a São Didi – e fez o 1º gol doado pelo goleiro do américa. Num cruzamento despretensioso, o guarda-metas empurrou pra dentro: 1X0 e vitória certa. Mais uma vez, o meio-campo comprovou que é o setor mais confuso do Fogão. Antes, a muleta do time na retranca escondia as reais falhas de cada posição. Toda a “culpa” era do esquema tático. E cansamos de dizer que ela existia, mas não estava sozinha no balaio de erros. Agora não tem mais o escudo do medo ofensivo e aí, Zé, as carências de cada setor ficam evidentes. Até quando? O jogo de ontem só serviu pra mostrar que, definitivamente, com este elenco, o Bruno Thiago não é reserva. Ele pode errar, mas é valente até não poder mais. Merece a nossa confiança. Numa boa jogada pela direita, no 2º tempo, ele entrou agudo e serviu o Loco Abreu com louvor: 2X0. Uma falta cobrada pelo Lucas com categoria ampliou pra 3 e o adversário devolveu na mesma moeda. O placar fechou em 3X1. Só um destaque: nessa perdição Alvinegra por um armador, não podemos jogar a responsabilidade no bom menino Cidinho. Ele é novo, tem um potencial de bola bacana e não pode assumir o lugar vago com exigências, pelo menos por enquanto. Fazendo isso, a chance de queimar o garoto é grande. Se mexe, diretoria, traga soluções e não apostas.

Zé, erraram no planejamento do futebol pra 2011. Simples e triste assim. Saímos de um meio-campo fraco em 2010, que flutuava entre Lúcio Flávio, Túlio Souza, Edno e volantes; e conseguimos piorar a situação, seguindo para uma meiúca inoperante com Éverton, ninguém, ninguém e os tradicionais volantes. “Ah! Mas perdemos o Cajá quando não podíamos perder”, foi o que ouvi. Ok! E qual era a carta na manga, que quem trabalha no futebol deve ter? Não é possível que o responsável por este setor acredite que, renovando apenas cabeças-de-área, melhoraríamos. Trouxeram o uruguaio Arévalo, a peso de ouro, que até agora não justificou o investimento. Acreditaram no desacreditado Rodrigo Mancha, dispensado pelos últimos dois clubes em que trabalhou. Disseram que o bichado Márcio Azevedo era a solução para a esquerda, que procuramos faz anos. E com isso o Botafogo cresce? Melhora? Impossível. Concordo que ousar é preciso, mas ter uma saída pra quando tudo dá errado é ainda mais necessário. E, neste quesito, a diretoria errou feio. Estamos com uma parada duríssima para este meio de semana, lá em Floripa. O Botafogo vai ter que jogar tudo o que não jogou até agora para passar pelo avaí, na Copa do Brasil. Temos que acreditar e estaremos junto com o time pela vitória. Vamos vencer. É Fogão, porra! Abraço, Zé!

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